Ontem, 03.03, o Primeiro Ministro
britânico Boris Johnson ligou para Bolsonaro e pediu para que ele intermediasse
o cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia.
Em nota, o governo britânico
informou que o primeiro-ministro e o presidente Jair Bolsonaro conversaram por
telefone, onde os chefes de Estado concordaram em pedir um “cessar-fogo
urgente” para a região e disseram que a paz deve prevalecer.
"O Brasil foi um aliado vital
na Segunda Guerra Mundial (SGM), e sua voz foi novamente crucial neste momento
de crise, disse o Primeiro-Ministro ao Presidente", diz o documento. (BBC
News Brasil)
A nota não informa quando e de
que forma essa "exigência" por um cessar-fogo será feita.
Em 27.02 o Presidente Bolsonaro havia
falado: o Brasil “não vai tomar partido” no conflito entre a Rússia e a Ucrânia,
o país continuará na “neutralidade”.
Porém, no dia 01.03, o
representante do Brasil na ONU votou a favor de uma resolução da Assembleia-Geral
da ONU, reprovando a invasão russa da Ucrânia e pedindo o fim dos combates na
região.
Já houveram duas reuniões entre
representantes da Ucrânia e da Rússia que terminaram sem acordo de paz. No
entanto, na segunda rodada, concordaram em criar um corredor humanitário. As
tratativas estão sendo levadas pelos representantes dos países - o assessor da
presidência da Ucrânia, Mikhailo Podolyak e o representante russo Vladimir
Medinsky. A terceira mesa de negociações está marcada para amanhã, 05.03.
Ainda ontem (03.03) o Presidente
Volodymyr Zelensky, voltou a pedir reunião com o Presidente Vladimir Putin: “Tenho
que falar com Putin […] porque essa é a única maneira de parar esta guerra”. (Correio
Braziliense).
Outra tentativa de entrar em
negociação de paz foi feita pelo Príncipe saudita Mohammed Bin Salman, também em
03.03. Por telefone disse ao Presidente Putin que a Arábia Saudita está
“pronta” para mediar uma conversa entre ambos países.
Na live de ontem (03.03) o
Presidente não mencionou a ligação telefônica com o Primeiro Ministro Boris
Johnson, todavia reafirmou: "Algumas pessoas cobram: 'Você tem que ter uma
posição mais firme de um lado ou de outro'. O Brasil continua numa posição de
equilíbrio, tá? Nós temos negócio com os dois [lados]. Não temos a capacidade
de resolver esse assunto, então o equilíbrio é a posição mais sensata por
parte do governo federal".
Talvez seja exatamente esse o motivo que faria de Jair Bolsonaro um ótimo intermediário na negociação da paz – equilíbrio, sensatez e ser parceiro comercial de ambos países.
(04.03.2022).






