sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

A paz de Bolsonaro

 




Ontem, 03.03, o Primeiro Ministro britânico Boris Johnson ligou para Bolsonaro e pediu para que ele intermediasse o cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia.

Em nota, o governo britânico informou que o primeiro-ministro e o presidente Jair Bolsonaro conversaram por telefone, onde os chefes de Estado concordaram em pedir um “cessar-fogo urgente” para a região e disseram que a paz deve prevalecer.

"O Brasil foi um aliado vital na Segunda Guerra Mundial (SGM), e sua voz foi novamente crucial neste momento de crise, disse o Primeiro-Ministro ao Presidente", diz o documento. (BBC News Brasil)

A nota não informa quando e de que forma essa "exigência" por um cessar-fogo será feita.

Em 27.02 o Presidente Bolsonaro havia falado: o Brasil “não vai tomar partido” no conflito entre a Rússia e a Ucrânia, o país continuará na “neutralidade”.

Porém, no dia 01.03, o representante do Brasil na ONU votou a favor de uma resolução da Assembleia-Geral da ONU, reprovando a invasão russa da Ucrânia e pedindo o fim dos combates na região.

Já houveram duas reuniões entre representantes da Ucrânia e da Rússia que terminaram sem acordo de paz. No entanto, na segunda rodada, concordaram em criar um corredor humanitário. As tratativas estão sendo levadas pelos representantes dos países - o assessor da presidência da Ucrânia, Mikhailo Podolyak e o representante russo Vladimir Medinsky. A terceira mesa de negociações está marcada para amanhã, 05.03.

Ainda ontem (03.03) o Presidente Volodymyr Zelensky, voltou a pedir reunião com o Presidente Vladimir Putin: “Tenho que falar com Putin […] porque essa é a única maneira de parar esta guerra”. (Correio Braziliense).

Outra tentativa de entrar em negociação de paz foi feita pelo Príncipe saudita Mohammed Bin Salman, também em 03.03. Por telefone disse ao Presidente Putin que a Arábia Saudita está “pronta” para mediar uma conversa entre ambos países.

Na live de ontem (03.03) o Presidente não mencionou a ligação telefônica com o Primeiro Ministro Boris Johnson, todavia reafirmou: "Algumas pessoas cobram: 'Você tem que ter uma posição mais firme de um lado ou de outro'. O Brasil continua numa posição de equilíbrio, tá? Nós temos negócio com os dois [lados]. Não temos a capacidade de resolver esse assunto, então o equilíbrio é a posição mais sensata por parte do governo federal".

Talvez seja exatamente esse o motivo que faria de Jair Bolsonaro um ótimo intermediário na negociação da paz – equilíbrio, sensatez e ser parceiro comercial de ambos países.

(04.03.2022).


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