Prévia do PIB - crescimento de 4,5% em 2021.
O índice IBC-Br é considerado
uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), é uma forma de avaliar a evolução da
atividade econômica brasileira e é composto pelos três setores: a indústria, o
comércio e os serviços, e a agropecuária, além do volume de impostos, e ajuda o
BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic (atualmente é de
10,75% a.a.).
Embora o resultado de 4,5%
para o ano esteja abaixo da expectativa do governo (crescimento de 5,1% em 2021),
está alinhado com a revisão feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea).
A confirmação do PIB será realizada
no dia 04.03 pelo IBGE e, caso o IBC-Br se confirme, a nossa economia terá se
recuperado queda de 4,1% em 2020, primeiro ano da pandemia.
Em entrevista ao Estadão, Paulo
Guedes destacou avanços importantes em meio a um cenário de extrema
dificuldade, agravado por causa da pandemia, disse que é necessário avançar na
agenda de reformas, mesmo em um ano eleitoral, no qual deputados e senadores
estão mais preocupados em buscar votos em suas bases do que em analisar
propostas de modernização econômica encaminhadas ao Congresso:
“Hoje, nós somos o único país
que já está de novo onde estava antes de a pandemia chegar. Aí, fechamos o ano
com um pequeno superávit. Agora vai dar errado por quê? ‘Ah, porque a inflação
está alta.’ As previsões são de que a inflação vai rachar ao meio, vai cair de
10% para 5% neste ano.”
“Com a inflação em queda, os
juros vão cair também, porque existe o equilíbrio fiscal. ‘Ah, e o emprego? A
economia vai ficar parada, não vai criar mais empregos.’ Eu acho que vão errar
de novo. Em 2021, nunca se gerou tanto emprego no país... foram mais de 3
milhões de empregos formais e mais de 9 milhões no total, incluindo empregos
formais e informais.”
A visita de Bolsonaro à Rússia
é importante, primeiro – o Brasil foi convidado, depois, os melhores trens de
transporte são fabricados lá, os investidores russos estão muito interessados
nos avanços do modal ferroviário brasileiro, o Agro precisa de defensivos
agrícolas, que a Rússia fabrica. O Brasil precisa ser pragmático, não pode
misturar interesses comerciais com os de política externa.

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